
Javé, tu me sondas e me conheces.
Tu conheces o meu sentar e o meu levantar,
de longe penetras o meu pensamento.
Examinas o meu andar e o meu deitar,
meus caminhos são todos familiares a ti.
A palavra ainda não me chegou à língua,
e tu, Javé, a conheces inteira.
Tu me envolves por detrás e pela frente,
e sobre mim coloca a tua mão.
É um saber maravilhoso que me ultrapassa,
é alto demais: Não posso atingi-lo!
Para onde irei, longe do teu sopro?
Para onde fugirei, longe da tua presença?
Se subo ao céu, tu estás,
se me deito no abismo, aí te encontro.
Sim! Pois tu me formaste meus rins,
tu me teceste no seio materno.
Eu te agradeço por tão grande prodígio,
e me maravilho com as tuas maravilhas!
Conhecias até o fundo da minha alma,
e meus ossos não te eram escondidos.
Quando eu era formado em segredo,
tecido na terra mais profunda,
teus olhos viam as minhas ações,
e eram todas escritas em teu livro.
Os meus dias já estavam calculados,
antes mesmo que chegasse o primeiro.
Mas a mim, como são difíceis os teus projetos!
Meu Deus, como é grande a soma deles!
Se os conto... são mais numerosos que areia!
E, ao despertar, ainda estou contigo!
Salmo 138

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